Em um canto, um papel de picolé de açaí amassado e sujo. No outro, um buraco um pouco maior do que uma formiga, e um pouco menos escuro que um gato.
Todo um caminho: siga o espelho, vire a esquerda na foto do Raul Seixas e passe por cima do olho um pouco vesgo da Rita Lee. Desvie do azulejo pintado, e contorne a terceira letra da palavra Alegria. Deixe o resto da frase pra trás.
Depois é só seguir pelo caminho marcado entre dois espaços brancos, até entrar em um caminho escuro. Tudo bem, porque você não precisa saber onde ir: vai acabar dando sempre no mesmo lugar.
Algumas folhas, um pouco de terra e muitas migalhas sendo carregadas de um lado pro outro, batendo-se umas nas outras.
Ninguém nunca viu para onde vai, ou se aquilo é mesmo comida. A gente só supõe.
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